Uma pesquisa desenvolvida na ESALQ/USP avaliou como sistemas integrados de produção influenciam o estoque e a estabilização do carbono no solo e qual é a relação desses processos com os microrganismos.
O estudo foi conduzido pela engenheira agrônoma Rosemery Alesandra Firmino dos Santos, no Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas, sob orientação do Prof. Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, docente da ESALQ/USP e do Programa SolloAgro.
A pesquisa analisou áreas em seis locais do Brasil e comparou sistemas integrados com pastagens permanentes e vegetação nativa. Além dos estoques de carbono, foram avaliados mecanismos relacionados à matéria orgânica e características das comunidades bacteriana e fúngica do solo.
A partir dos resultados, os pesquisadores observaram que os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta apresentaram, em média, estoques de carbono semelhantes aos das pastagens permanentes, embora, em alguns locais, tenham sido registrados maiores estoques de carbono nesses sistemas.
Os pesquisadores também observaram que alterações na funcionalidade da comunidade microbiana podem interferir nos processos de estabilização do carbono em sistemas lavoura-pecuária.
Por que isso importa para você?
O carbono do solo não depende apenas da quantidade de resíduos vegetais deixados na área.
Os microrganismos também participam da transformação da matéria orgânica e dos processos que influenciam quanto desse carbono permanece armazenado no solo.
A partir dos resultados, os pesquisadores destacam que o desempenho dos sistemas integrados também está relacionado ao manejo adotado. Práticas como preparo do solo, escolha de espécies, manejo do pastejo e fertilidade podem influenciar a dinâmica do carbono nesses sistemas.
A atividade biológica faz parte do processo, mas o armazenamento de carbono depende de como todo o sistema é manejado
