Pesquisadores da Embrapa identificaram bactérias associadas ao algodoeiro capazes de realizar FBN.
Nos experimentos divulgados pela instituição, plantas inoculadas com bactérias selecionadas apresentaram desenvolvimento comparável ao de plantas que receberam fertilização nitrogenada.

(Imagem: Algodoeiro arbóreo com raízes colonizadas por bactérias diazotróficas | Embrapa)
O resultado chama atenção porque o algodoeiro apresenta elevada demanda por nitrogênio e baixa eficiência no aproveitamento do fertilizante aplicado.
Em pesquisas anteriores, estima-se que apenas cerca de 44% do nitrogênio fornecido ao algodoeiro via fertilizante seja efetivamente aproveitado pela planta.
A descoberta abre caminho para a seleção de estirpes com potencial para futuros bioinsumos capazes de complementar o manejo do nitrogênio na cultura.
Isso, porém, não significa que a adubação nitrogenada do algodoeiro já possa ser substituída pela inoculação.
Diferentemente da soja, na qual a simbiose com rizóbios é consolidada, culturas não leguminosas normalmente apresentam relações associativas com bactérias fixadoras, e a contribuição de nitrogênio pode variar conforme microrganismo, cultivar, solo e ambiente.
Por que isso importa para você?
O resultado mostra que a FBN não é uma tecnologia restrita à soja. A pesquisa busca ampliar a contribuição de microrganismos para culturas nas quais o fertilizante nitrogenado ainda representa parte importante do manejo.
Antes de chegar ao campo como um novo inoculante, porém, essas bactérias ainda precisam passar por seleção, validação agronômica e desenvolvimento de uma tecnologia capaz de entregar resultados consistentes.
